domingo, 25 de janeiro de 2009

"Se você me trai e vem dizer que é meu amigo...


Eu corro atrás, eu instigo e investigo. Se você pensa em me passar a perna e não tem noção do perigo, logo mais não serei eu quem vai acertar as contas contigo." Ser traido por um amigo é triste. Ainda mais se é alguém que você confia, gosta de verdade, sem fingimento. Passa tanta coisa pela sua cabeça, como ele pode ter feito isso comigo? quando eu nunca faria nada que pudesse machucá-lo! Amigo que é amigo não trai, não mente, não inventa. Não confabula pelas suas costas! E posso dizer agora, que se um amigo me fez isso é porque na verdade a culpa é minha. É totalmente minha, por dar tanto valor a quem não me dá nada. É uma completa falha na minha capacidade de perceber os sinais, só posso concluir que sou péssima para julgar o caráter dos outros.
Ingênua, totalmente cega. O pior é que o "traira" ainda tem coragem de continuar fingido que é meu amigo, de que tudo continua igual. Errou uma vez, nós perdoamos. Afinal, quem nunca errou que atire a primeira pedra! O pior é que depois disso, talvez por pensar que já que eu perdoei uma vez, posso perdoar novamente, ele comete o mesmo erro. Ai também já é demais! Não dá pra confiar em alguém que te surpreende tanto negativamente. Mais uma vez, ai está a minha falha em perceber os sinais.
Mas a gente segue, amigos novos aparecem e os velhos permanecem, provando que nem sempre eu sou tão ruim em escolher quem segue comigo. Se ele quiser, me refiro ao amigo traidor em questão, podemos continuar nos falando. Pois num geral não me considero uma pessoa que guarda mágoas. Mas a minha confiança, ele definitivamente não te mais.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Filmes e amor.



Incrível como certas coisas, como um filme podem nos deixar inspirados. Nos fazem pensar coisas que antes nem imaginávamos e viajar nelas! Naquele momento, em que você o assiste, sua vida não existe mais, nada mais importa. Só a vida dos protagonistas, o desenrolo da trama. E você fica ali, só torcendo pro final feliz do casal apaixonado ou pro garotinho conseguir encontrar os seus pais de novo. Qualquer coisa do tipo! Sentada em frente a tela, você sente todo tipo de emoção. Eu, por exemplo choro, por qualquer coisa. Choro nas partes tristes e mais felizes. Nem eu sei direito o por que. As vezes porque invejo a perfeição daquele momento feliz que vemos no final, o que representa aquele momento no resto da história. É como se tudo fosse possível, e você tivesse certeza de que assim seria também a sua vida. Sempre com muitos acasos e situações tristes, mas no final tudo se encaixa, tudo dá certo e tudo é tão perfeito.
Outras vezes você vê um filme que te faz pensar como você quereria tentar ser um pouco daquela maneira, ou daquela outra. Tipo o que eu acabei de ver, não interessa o nome só o que ele me transmitiu e o quanto ele me inspirou. Fala basicamente de amor, como tantos outros. Mas a maneira como o tema é abordado é completamente diferente. Fala praticamente de dois tipos de amor, de como as pessoas se envolvem de maneiras diferentes, de como encaram um relacionamento de maneiras totalmente diversas. Um dos tipos é aquele mais convencional, no qual você procura a pessoa certa, aquela que você praticamente não briga, aceita, com a qual você se acomoda e planeja o resto das suas vidas antes do casamento. O outro tipo é emocionante, do tipo que não se tem nada pensado, nada planejado, nenhuma pretensão ou preferencia. É aquele tipo que acontece, sem se saber porque ou como. O que você não racionaliza, apenas vive os momentos sem pensar em rótulos ou em futuro. É uma completa, louca e apaixonante aventura.
Muitos podem dizer, só pela forma como descrevi a segunda maneira de amar, que eu a prefiro. Mas sinceramente eu não sei. Acho que pode existir os dois tipos, depende apenas do seu momento, das suas decisões e se você se considera uma pessoa volúvel. Não acho que necessariamente você tem que ser ou um ou outro. A maneira de amar, depende sempre do amor que encontramos. E se fôssemos analizar os prós e os contras de cada um, veríamos que o primeiro tipo nos dá a segurança que o outro não dá, mas nos tira um pouco da vivacidade, da intensidade do amor. Já o segundo tipo tem essas duas últimas características e liberdade demais. E nem sempre é isso o que queremos! liberdade da pessoa amada.
Amor sempre será um assunto complexo, até pra mim que posso dizer que tenho uma dose de amor na medida certa, com muito comodismo e aventura, segurança e liberdade. Talvez um filme não nos influenciem tanto a ponto de nos fazer mudar o que somos, mas nos fazem pensar no que é importante, em que dose é importante.