quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Valeu sexóloga..."

Primeiro você é um bebê, piru é piu-piu. vagina é piriquita! (porque será que relacionam nossas partes sexuais a passáros?). Depois você é criança garota é o lado bom da força e menino o lado mal. Ai chega a pré-adolescencia, o menino é o "Papai" na brincadeira da casinha e você já quer ser a "mamãe", a professora fala "sexo" e a turma toda ri. Finalmente a adolescencia (é, depois nós morremos. não, é que eu ainda sou muito jovem). Todo mundo arranja namorado, isso porque há um tempo atrás o atual amor, era O mala, garoto mais irritante do mundo. As meninas se juntam para comentar dos gatinhos e começam a surgir comentários do tipo, "já viu o tamanho da bunda dele?" ou "Olha o negócio dele! ta avantajado!"
E como do nada o assunto, o tabu feminino surge. E como numa onda de muito Sex and the City, inspiradas em Carrie Bradshaw, todas já parecem saber do que estão falando e já serem as garotas experientes. Enchem a boca pra dizer que o menino pediu pra fazer isso e aquilo, e custam a assumir que cederam a alguma proposta.
Já pros meninos é mole. É se gabar que dormiu com aquela e aquela outra, que fez isso e aquilo. As histórias saem rápido e fácil, a camisinha é dispensável, parece bala com papel, o piru mede 2 metros e AIDS é coisa de viado.
Tudo bem, porque eu to escrevendo esse texto? depois eu falo que as meninas querem bancar experientes e maduras, fingir que sabem do que estão falando né? Acho que quis falar de algum assunto menos banal, pra variar. Como se esse assunto não fosse nem um pouco. Sexo tabu já era, agora todo mundo fala. Outros fazem também, tem problema não.

P.S: Isso aqui é meu lado Jones ou meu lado Bradshaw? Escrever sobre minha encanação com peso.

Falando em "homem" ideal...

Nossa, eu sei. super hiper modinha! Coisa de criança de 10 anos! Gostar de Crepúsculo é idiota, é o que muita gente "grande" diz. Mas eu também não vou fingir que não gosto, só porque todo mundo gosta né? E muito menos, porque muita gente acha idiota. O gosto é meu, o tempo é meu! horas!
E eu sinceramente não acho tão doentio eu já ter lido a coleção inteira umas duas vezes, e ter visto o filme umas quatro! Ta bom, talvez só um pouco. Mas me diz como resistir aquele jeitinho charmoso do vampiro mais perfeito de todos? Simplesmente, ele acabou com o sonho de todas as meninas de encontrar o tal príncipe encantado. O que é muito triste, pois como ele já tem um amor eterno e só pra piorar um pouquinho, não passa de ficção nós nunca teremos nenhuma chance! Então, só me resta ler o livro pra lembrar um pouquinho como é algum homem perfeito, porque na vida real é dificil de lembrar como é isso.
Ta, as vezes é meio chato ele ser tão perfeitinho assim sabe. Só me lembra que ele não existe, que ele não é humano e que é incrivelmente superior a mim, mera mortal. Então por isso eu não me importo muito dele ficar com a Bella e me deixar aqui com meu namorado. Ele não é perfeito, é verdade. Mas é humano, e consegue ser meu sonho e minha realidade ao mesmo tempo. AH, de qualquer forma, o Edward é branco demais.


P.S: Me desculpe Edward, a gente não ia dar certo mesmo.

O homem ideal

- Eu nunca postei nada que não fosse meu aqui no blog, mas este texto merece. É da Ailin Aleixo.


Ele existe, sim. E, graças a Deus, está muito longe da perfeição.O homem ideal me faz rir mas nunca usa o riso contra mim. Tem a rara habilidade de saber ouvir e só diz o que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade. Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia. Não é prolixo, nem tenta impressionar. Não precisa entender de vinho, charutos ou golfe; precisa ser autêntico e admitir que não entende de vinho, charutos nem de golfe (e eventualmente confessar que gosta mesmo é de pinga). Ele não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota as sutis alterações de humor pelo tom da minha voz e, antes de prejulgar as razões, se predispõe a fazer cafuné ou, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui uma calma sabedoria que me impele em sua direção: dividir minhas angústias e anseios com este homem é tão acolhedor quanto deitar na grama sob o sol de outono. O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e depois reclamo do peso. Ele compra sorvete light e evita discussões posteriores. Compreende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas e, mesmo não concordando com ela, não me interroga como um oficial do DOI-Codi quando piso em casa, levemente para não o acordar, às 2 da manhã.O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas sussurra (seja ao telefone ou ao vivo) canções que, num dia qualquer, mencionei gostar. Pode saber dançar. E, se não souber, que mantenha a dignidade e fique sentadinho me observando. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmosos de matar com um copo de uísque nas mãos. É deliciosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e fecha abruptamente a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite. E também curte cozinhar. Diverte-se tanto numa loja de condimentos como diante de uma prateleira de CDs. Não me expulsa da cozinha mesmo que eu esteja atrapalhando. Não me dá fusilli na boca mas o serve no meu prato, com pouco queijo e muito molho. O homem ideal está sempre disposto a me ouvir, mesmo que seja nos minutos desagendados à força durante o dia cheio, e não usa trabalho nem cansaço como desculpa para suas eventuais faltas; as assume e, até, se desculpa. Não se esquiva de discutir os problemas que não se solucionam com notas de 100. Não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Não faz promessas porque sabe que nem sempre é possível cumpri-las. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.

domingo, 25 de janeiro de 2009

"Se você me trai e vem dizer que é meu amigo...


Eu corro atrás, eu instigo e investigo. Se você pensa em me passar a perna e não tem noção do perigo, logo mais não serei eu quem vai acertar as contas contigo." Ser traido por um amigo é triste. Ainda mais se é alguém que você confia, gosta de verdade, sem fingimento. Passa tanta coisa pela sua cabeça, como ele pode ter feito isso comigo? quando eu nunca faria nada que pudesse machucá-lo! Amigo que é amigo não trai, não mente, não inventa. Não confabula pelas suas costas! E posso dizer agora, que se um amigo me fez isso é porque na verdade a culpa é minha. É totalmente minha, por dar tanto valor a quem não me dá nada. É uma completa falha na minha capacidade de perceber os sinais, só posso concluir que sou péssima para julgar o caráter dos outros.
Ingênua, totalmente cega. O pior é que o "traira" ainda tem coragem de continuar fingido que é meu amigo, de que tudo continua igual. Errou uma vez, nós perdoamos. Afinal, quem nunca errou que atire a primeira pedra! O pior é que depois disso, talvez por pensar que já que eu perdoei uma vez, posso perdoar novamente, ele comete o mesmo erro. Ai também já é demais! Não dá pra confiar em alguém que te surpreende tanto negativamente. Mais uma vez, ai está a minha falha em perceber os sinais.
Mas a gente segue, amigos novos aparecem e os velhos permanecem, provando que nem sempre eu sou tão ruim em escolher quem segue comigo. Se ele quiser, me refiro ao amigo traidor em questão, podemos continuar nos falando. Pois num geral não me considero uma pessoa que guarda mágoas. Mas a minha confiança, ele definitivamente não te mais.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Filmes e amor.



Incrível como certas coisas, como um filme podem nos deixar inspirados. Nos fazem pensar coisas que antes nem imaginávamos e viajar nelas! Naquele momento, em que você o assiste, sua vida não existe mais, nada mais importa. Só a vida dos protagonistas, o desenrolo da trama. E você fica ali, só torcendo pro final feliz do casal apaixonado ou pro garotinho conseguir encontrar os seus pais de novo. Qualquer coisa do tipo! Sentada em frente a tela, você sente todo tipo de emoção. Eu, por exemplo choro, por qualquer coisa. Choro nas partes tristes e mais felizes. Nem eu sei direito o por que. As vezes porque invejo a perfeição daquele momento feliz que vemos no final, o que representa aquele momento no resto da história. É como se tudo fosse possível, e você tivesse certeza de que assim seria também a sua vida. Sempre com muitos acasos e situações tristes, mas no final tudo se encaixa, tudo dá certo e tudo é tão perfeito.
Outras vezes você vê um filme que te faz pensar como você quereria tentar ser um pouco daquela maneira, ou daquela outra. Tipo o que eu acabei de ver, não interessa o nome só o que ele me transmitiu e o quanto ele me inspirou. Fala basicamente de amor, como tantos outros. Mas a maneira como o tema é abordado é completamente diferente. Fala praticamente de dois tipos de amor, de como as pessoas se envolvem de maneiras diferentes, de como encaram um relacionamento de maneiras totalmente diversas. Um dos tipos é aquele mais convencional, no qual você procura a pessoa certa, aquela que você praticamente não briga, aceita, com a qual você se acomoda e planeja o resto das suas vidas antes do casamento. O outro tipo é emocionante, do tipo que não se tem nada pensado, nada planejado, nenhuma pretensão ou preferencia. É aquele tipo que acontece, sem se saber porque ou como. O que você não racionaliza, apenas vive os momentos sem pensar em rótulos ou em futuro. É uma completa, louca e apaixonante aventura.
Muitos podem dizer, só pela forma como descrevi a segunda maneira de amar, que eu a prefiro. Mas sinceramente eu não sei. Acho que pode existir os dois tipos, depende apenas do seu momento, das suas decisões e se você se considera uma pessoa volúvel. Não acho que necessariamente você tem que ser ou um ou outro. A maneira de amar, depende sempre do amor que encontramos. E se fôssemos analizar os prós e os contras de cada um, veríamos que o primeiro tipo nos dá a segurança que o outro não dá, mas nos tira um pouco da vivacidade, da intensidade do amor. Já o segundo tipo tem essas duas últimas características e liberdade demais. E nem sempre é isso o que queremos! liberdade da pessoa amada.
Amor sempre será um assunto complexo, até pra mim que posso dizer que tenho uma dose de amor na medida certa, com muito comodismo e aventura, segurança e liberdade. Talvez um filme não nos influenciem tanto a ponto de nos fazer mudar o que somos, mas nos fazem pensar no que é importante, em que dose é importante.